Educação

sábado, 18 de novembro de 2017

Acadêmicos exigem histórico escolar de faculdade que falsificava diplomas em RO

Manifestantes se reuniram na sede do MP-RO, em Porto Velho, em busca de respostas. Órgão já ajuizou ação pedindo danos morais e materiais aos alunos e ex-alunos.

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Alunos e ex-alunos se reuniram no MP-RO em Porto Velho em busca de respostas (Foto: Hosana Morais/G1)

 

Alunos e ex-alunos da faculdade investigada pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) por fraudar diplomas do ensino superior se reuniram, nesta sexta-feira (17), para pedir uma reposta sobre o histórico escolar dos acadêmicos e a validação dos certificados dos ex-universitários já formados.

 

 


Além disso, os manifestantes fizeram a entrega de documentos para a realização de banco de dados do MP-RO. De acordo com a estudante Eliane Aguiar, que estuda o 6° de período de pedagogia, cerca de 24 pessoas saíram de Cujubim (RO) até Porto Velho em busca de respostas.

 

 


"Nossa turma veio em peso para pedir explicações sobre o nosso histórico escolar. Nos sentimos lesados e só pedimos o nosso histórico para que possamos ingressar em outra faculdade e assim concluir o ensino superior", explica a estudante.

 

 

 


Eliane conta ainda que, por causa da faculdade, deixou de trabalhar para realizar os estágios. "Eu trabalhava e aí tive que parar para fazer o que o curso pedia, que era o estágio. Então agora eu estou sem emprego e sem estágio. Por isso estamos aqui esperando uma resposta", conta a jovem.

 

 


O também estudante de pedagogia, Décio Bruno, 36, saiu de Cujubim para pedir o histórico escolar da instituição investigada. "Eu estudei três anos na faculdade com minha esposa. Eu deixava meus filhos com outra pessoa. Nosso maior medo é perder a continuidade do nosso estudo. Precisamos que isso seja resolvido. O MP-RO já entrou com uma ação coletiva de danos morais e restituição financeira, mas nós queremos mesmo é não perder o que estudamos", conta o estudante.

 

 

 

Um empresário de 36 anos, que prefere não se e identificar, informou ao G1 que se formou em julho e já iria ingressar em uma pós-graduação na área de administração, mas não será possível devido ao dilpoma ser falso.

 

 


"Fizemos um seminário antes de formarmos e agora todo mundo está fazendo 'chacota' com a nossa turma. Sem contar que eu gastei R$ 15 mil, ao longo de quatro anos, e meu diploma ainda é falso. Eu não quero o dinheiro, mas sim meu dipoma validado", conta o empresário de Nova Mamoré (RO).

 

 


Ação Coletiva

 

 

O MP-RO divulgou, por meio de nota, que uma ação coletiva de danos materiais e morais foi ajuízada em prol de todos os consumidores que estudaram ou estudam na instituição investigada. O MP-RO pede na ação coletiva o fechamento imediato de todas as unidades da instituição investigada, com sede em Rondônia e Amazonas.

 

 


O MP-RO informou que sobre a validação ou não da diplomação expedida está já está judicializada perante o juízo estadual da comarca de Guajará-Mirim (RO), onde certamente os interessados terão assegurada a mais ampla defesa e o respeito absoluto a todas as garantias constitucionais.

 

 


Além de se manifestarem, os alunos e ex-alunos se reuniram na sede do MP-RO para entrega de documentos necessários para o banco de dados do MP-RO, por conta da ação coletiva.

 

 

 

Operação Apate

 

 

O MP-RO deflagrou a Operação Apate no dia 7 de novembro. As investigações constataram que uma organização criminosa oferecia cursos de graduação e pós-graduação falsos e sem a autorização do Ministério de Educação (MEC).

 

 


A operação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Guajará-Mirim, cidade a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho.

 

 


Conforme o MP-RO, a organização criminosa presta serviços educacionais e enganou alunos ao afirmar que possuía autorização para emitir certificados de graduação e pós.

 

 


A investigação apontou ainda que os diplomas falsos foram adquiridos ilegalmente de outras instituições de ensino. Foi constatado que a quadrilha está instalada em 17 localidades, sendo 14 em Rondônia.

 

 

 

Fonte: Por G1/RO

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