Esporte

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

RONDÔNIA: Atleta adere jiu-jítsu para escapar da pobreza e se torna única faixa preta

Após fugir da fome, encarar treinos para esquecer os problemas financeiros e conquistar o título de única mulher faixa preta no jíu-jítsu, Elizete se prepara para novo desafio

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Elizete Timbo conta como conheceu o esporte (Foto: Elizete Timbo/ arquivo pessoal)

 

De faxineira à professora de educação física, a atleta de jiu-jítsu Elizete Timbo alcançou o posto de única mulher faixa preta na modalidade em Rondônia. Aos 38 anos, se prepara para encarar uma seletiva no Rio de Janeiro que vale vaga para Mundial em Dubai, nos Emirados Árabes, e relembra o início no esporte, quando encarava os treinos para fugir da fome e esquecer os problemas financeiros.

 


Treinando três vezes na semana e dividindo hora com o trabalho de personal, Elizete explica que a força para encarar o desafio de brigar por um espaço entre os melhores do mundo vem de seu passado. A necessidade fez de Elizete Timbo uma lutadora não apenas na vida, mas também no tatame. A mulher que superou a fome e o preconceito tornou-se a única mulher faixa preta de Rondônia em jíu-jitsu.

 

 


- Vim para Porto Velho e comecei a trabalhar em casa de família, eu era babá, e descobri que meus patrões eram donos de uma academia de jíu-jítsu. Eu não tinha nada para fazer em meus dias de folga, o dinheiro que ganhava precisa mandar para minha mãe que ficou com minha filha , em Guajará-Mirim.

 

 

Foi entre um treino e outro que senti que o esporte me levaria para lugares que nunca imaginei. Quando comecei ouvia muito que este esporte não era coisa de mulher, um dia fui encurralada, um homem quis medir forças e veio para cima de mim, isso só me fortaleceu.

 

 


A necessidade de ocupar o tempo para não desviar do foco, que era dar a filha uma vida melhor, foi o que manteve Elizete no esporte. No caminho que percorre para os pódios, a atleta conta que reviver cada dureza que o sofrimento mostrou é apenas motivação.

 

 

– Minha luta sempre foi muito dura, eu comecei fora do tatame a brigar dia após dia para ser alguém, lutar contra a fome, as más influências. Toda essa dureza reflete pódio por pódio, treino por treino e vitória por vitória. Lembro da primeira vez que vesti um quimono, a primeira vez que fui para uma competição, não sei explicar em palavras, mas revivo a cada novo desafio a mesma coisa. Sou fortalecida na luta por todas as brigas que cravei e cravo para superar as dificuldades.

 

 

 


Elizete conta que a força aplicada nas competições vem da família. A atleta explica que por vezes a fome batia mais forte que a vontade de treinar, mas usava o treino para extravasar o sofrimento, aliviar a tensão diária no trabalho árduo e uma forma de tentar a sorte de ganhar um lanche.

 

 


A fuga virou um “vício”, explica a atleta, o cansaço no fim do treino fazia a fome ficar irrelevante e a força que conseguia com a preparação a ajudava a encarar os problemas do dia a dia. Elizete decidiu dobrar as horas de trabalho para começar a estudar, cursar Educação Física, um sonho que custou quatro anos de mais algumas dificuldades.

 

 

 

- Eu precisava estudar, era por minha mãe e minha filha que esse desejo crescia em mim. Nesta época eu tinha alugado um quarto com um banheiro, bem pequeno, mas era uma conquista. Lembro que fiz o vestibular e passei, foi uma festa em casa, mesmo com a preocupação batendo, pois os gastos com a faculdade seriam mais uma coisa para superar, mas eu venci.

 

 

 

De bicicleta, durante quatro anos Elizete percorria em média 10 km para estudar, o dinheiro do trabalho era apenas para o aluguel, pagar a faculdade e mandar para a filha. Comida não era prioridade na vida da atleta, o que a aproximou ainda mais dos tatames.

 

 


Com as conquistas e o crescimento da família a atleta diz que a neta, de um ano e 10 meses, já mostra habilidades para o esporte.

 

 


- Minha neta ama quando colocamos o quimono, vejo que ela já me vê como referência mesmo sendo tão pequena e sabe como o esporte é algo forte em mim. Eu, sem dúvida, vou estimular a prática, minha filha não gostava, mas na minha neta eu já percebo uma aptidão. Sonho em entrar no tatame com ela e sei que será mais uma conquista.

 

 

 

O treino que antes era para inibir a fome e aumentar o cansaço, após 17 anos é para mais uma vez para encarar desafios, mas dessa vez a briga é pelo pódio. A atleta encara o novo desafio nos dias 10, 11 e 12 de novembro, representando Rondônia. A dificuldade agora é encontrar na região Norte mulheres faixas pretas para participar das competições regionais.

 

 

Fonte: Por Lívia Costa, Porto Velho

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