Justiça

sábado, 28 de outubro de 2017

Acusados de matarem e queimarem jovem em carro são condenados a quase 100 anos de prisão, em Rondônia

Dono da fazenda onde ocorreram os crimes foi absolvido. Outros três réus foram condenados por um homicídio e três tentativas.

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Fórum de Ariquemes (Foto: Diêgo Holanda/G1)

 

Terminou na noite desta sexta-feira (27) o julgamento dos dois policiais, um fazendeiro e outros dois acusados no envolvimento na morte de dois jovens em uma área de conflito agrário em Cujubim (RO), no Vale do Jamari. O julgamento durou mais de 100 horas e terminou com todos os réus absolvidos da acusação de homicídio de Ruan Lucas Hildebrandt de Aguiar e três condenados pela morte de Alysson Henrique de Sá Lopes.

 

 


O julgamento começou na manhã da última segunda-feira (23). Anteriormente, o juri estava previsto para acontecer em agosto deste ano, mas o advogado de um dos réus não compareceu e o júri foi suspenso. Por conta do abandono da causa, o advogado foi multado em mais de R$ 56 mil.

 

 


No banco dos réus estavam Rivaldo de Souza, Moises Ferreira de Souza, Jonas Augusto dos Santos Silva, Paulo Iwakami e Sérgio Sussumu Suganum.

 

 


Antes da abertura do plenário do fórum, dezenas de familiares e amigos dos réus aguardavam do lado de fora do prédio para assistir o momento em que a sentença seria anunciada.

 

 


Por volta de 21h30, começou a ser lida a sentença e a pena de cada um dos réus. Se somadas as penas, o resultado é de quase 100 anos de prisão entre os quatro condenados.

 

 


O Conselho de Sentença era composto por 7 jurados entendeu que por falta de provas, todos os cinco réus deveriam ser absolvidos das acusações pela morte de Ruan Lucas Hildebrandt, de 18 anos. O corpo do jovem nunca foi encontrado.

 

 


Conforme o documento, Jonas Augusto dos Santos Silva, Rivaldo de Souza, e Moises Ferreira foram condenados, pela morte de Alysson e pela tentativa de homicídio de outras três pessoas. A sentença diz que a expectativa era de uma atitude diferente por parte do réus, já tratava-se de um cabo da Polícia Militar (PM) da ativa, um sargento da reserva da PM.

 

 

 

O texto também diz que foi levado em conta o local do crime, uma área rural, e a utilização de “um verdadeiro arsenal”. Na época foram encontradas submetralhadora, escopetas, revólver, espingardas, coletes balísticos, com a participação inclusive de PMs contratados por terceiros para uma “verdadeira caçada humana”.

 

 


A vítima estava bebendo água, quando foi capturada, dominada e amarrada. No dia seguinte, em 1º de fevereiro de 2016, Alysson foi encontrado morto dentro do carro do pai dele.

 

 


Pela morte de Alysson e as tentativas de homicídio, Rivaldo e Moises foram condenados a 30 anos de prisão, cada um. Já Jonas foi condenado a 28 anos de 9 meses de reclusão, pelos mesmo crimes.

 

 


O pecuarista Sérgio Sussumu foi condenado por três tentativas de homicídio de pessoas que estavam na Fazenda Tucumã e correram para a mata afim de não serem mortas por diversos disparos realizados. A sentença também cita a expectativa de atitude diferente a de crime por parte de Sérgio, considerando que ele era um “experiente agropecuarista”, que ocupava o cargo de presidente de uma associação rural de Ji-Paraná (RO).

 

 


Além da pena reclusiva, Jonas Augusto perdeu o cargo de policial militar porque foi condenado a mais de 4 anos de prisão. A sentença coloca que ele possui índole de desfigurar sua ação em atos de truculência, que ele usou das facilidades do cargo para cometer os crime e que precisa “entender que ele não é um poderoso justiceiro para fazer justiça com as próprias mãos”.

 

 

 

O sargento da reserva Moises não perdeu a aposentadoria porque havia entrado na reserva tempos antes dos crimes.

 

 


Várias familiares dos réus choravam no plenário do fórum quando o juiz de Direito Alex Balmant terminava de anunciar as penas e informava que todos os condenados começarão a cumprir a pena em regime fechado. Como o processo estava em segredo de justiça, não foi permitido que a imprensa fizesse imagens do julgamento.

 

 


Ainda na noite desta sexta-feira, foi expedido e cumprido o alvará de soltura de Paulo Iwakami, que foi absolvido de todos os crimes em que era acusado no processo.

 

 


Os demais réus, que foram condenados retornaram para os presídio. Moises e Jonas, cumprem a pena no Centro de Correição da PM em Porto Velho.

 

 


O advogado de Jonas Augusto disse que o cliente é inocente, considerou a decisão injusta e recorreu dela. A defesa de Paulo Iwakami disse que todos deveriam ser absolvidos e criticou invasores de terras. O Ministério Público também recorreu da decisão.

 

 


O G1 tentou contato com as demais defesas mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

 

Corpo foi achado queimado dentro de carro (Foto: Veja Notícias/Reprodução)

 


Caso

 

 


Os crimes ocorreram no fim de janeiro de 2016. Conforme as investigações da Polícia Civil, uma reintegração de posse havia acontecido na Fazenda Tucumã, mas os jovens que seriam invasores da terra, não estavam na propriedade quando houve a reintegração, por isso, voltaram no dia seguinte para buscar pertences que haviam ficado para trás.

 

 

 

Chegando na fazenda, as vítimas se depararam com homens armados que os obrigaram a sair da propriedade. Quando eles voltavam para o carro que tinha ficado numa propriedade vizinha, os seguranças da fazenda atiraram contra eles. Três dos rapazes conseguiram correr para a mata e sobreviveram, mas Ruan e Alysson, não.

 

 


No dia 1º de fevereiro o corpo de Alysson foi encontrado dentro de um carro por um vaqueiro de uma fazenda na zona Rural de Cujubim.

 

 


Em março, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o desaparecimento dos jovens. Na época, os dois policiais militares suspeitos de participação no crime estavam presos.

 

 


Os PMs, segundo a investigação, faziam parte de um grupo que trocou tiros com a própria polícia durante as buscas pelos jovens, em 3 de fevereiro de 2016.

 

 


No dia do confronto, um arsenal de armas foi apreendido com os suspeitos na Fazenda Tucumã. Cinco pessoas foram indiciadas pela morte dos jovens e a posse das armas, o dono da fazenda, o dono da caminhonete onde estavam as armas, o intermediador da contratação dos policiais e os dois militares.

Fonte: Por Diêgo Holanda, G1 Ariquemes e Vale do Jamari

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