Saúde

sábado, 9 de setembro de 2017

VILHENA: Dependência em álcool e drogas causa transtorno psiquiátrico crônico

Em Vilhena (RO), CAPS atende 80 pacientes fixos com esse problema. Um jovem viciado em crack contou ao G1 como é viver com o problema.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera dependência de álcool e drogas como uma doença psiquiatra crônica. Segundo a OMS, o transtorno é algo que pode ser tratado e controlado com ajuda especializada. Em Vilhena (RO), região do cone sul do estado, o Centro de Assistência Psicossocial (CAPS) atende cerca 80 pacientes fixos por mês com esse problema.

 

 


A dependência química é definida por um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que o indivíduo desenvolve após o uso de repetido de determinada substância, de acordo com a psicóloga Hanara Talita Dupont.

 

 


“Um dos sinais que pode identificar a dependência é a necessidade que a pessoa tem em ir aumentando a dose das substâncias, para que possa manter o efeito. Logo, isso faz que o uso seja cada vez mais frequente”, explica.

 

 


Conforme o relatório do Departamento de Narcóticos (DENARC) feito em conjunto com psiquiatras, os dependentes químicos apresentam uma série de características:

 

 


- Onipotência: a pessoa acredita estar sempre no controle


- Megalomania: tendência exagerada a crer na probabilidade de realizar um intento visualizando sempre o resultado


- Manipulação: mentalidade de que tudo se faz pela realização de seus desejos, principalmente pela obtenção e uso de substâncias psicoativas


- Obsessão: atitudes insanas pelo desejo de consumir drogas


- Compulsão: atitudes desconexas, incoerentes com a realidade provocadas pelo desejo intenso e necessidade de continuar a consumir a substância


- Ansiedade: necessidade constante da realização dos desejos; Apatia: Falta de empenho para a realização de objetivos e metas


- Comportamentos antissociais: repertório comportamental gerado pela instabilidade emocional que o indivíduo desenvolve sem estabelecer vínculos tendo sua imagem marginalizada pelo meio social


- Paranoia: desconfiança e suspeita exagerada de pessoas ou objetos, de maneira que qualquer manifestação comportamental de outras pessoas são tidas como intencional ou malévola.


- Convivendo com a doença

 


Um jovem de 23 anos de Vilhena disse ao G1 que é viciado em Crack há cinco anos, mas raramente usa bebida alcoólica.

 

Jovem de 23 anos enfrenta vício de crack a sete meses (Foto: Christian Wentz/G1)

Jovem de 23 anos enfrenta vício de crack a sete meses (Foto: Christian Wentz/G1)

 

“Comecei a usar quando trabalhava em uma fazenda... Comecei a usar por curiosidade mesmo. Hoje está muito difícil de sair. Eu faço bicos na rua, sabe… E ontem eu fui lá no Cristo Rei (bairro de Vilhena) comprei e usei. A abstinência é tão forte que tem dias que você não consegue segurar”, conta o jovem.

 


O G1 perguntou ao jovem o que ele perdeu nesse período.

 


“Perdi a confiança dos meus pais, pois eu sou adotado. Antes eu tinha um quarto dentro de casa e hoje meus pais fizeram um quarto fora da casa porque eles têm medo de mim, mas eu nunca roubei nada deles”, conta.

 


O jovem é paciente do CAPS há cerca de três anos e diz que já foi internado por duas vezes. “ Eu espero que daqui a sete meses, eu esteja melhor, quero levar uma vida boa, quero estar bem”, finaliza.

 


- Como é o Tratamento


O médico especialista em saúde mental, Kleber Ribeiro conta que o tratamento vai ser definido de acordo com a substância que o paciente usa.

 

Médico Kleber Ribeiro fala sobre tratamento (Foto: Christian Wentz/G1)

Médico Kleber Ribeiro fala sobre tratamento (Foto: Christian Wentz/G1)

 

“Vai depender da substância. No geral tentamos combater o mecanismo de compensação, por exemplo. Se o paciente for beber, o cérebro cria uma espécie de recompensação", afirma.

 


O médico explica que a medicação base pode ser a base de antipsicóticos, ansiolíticos, anticonvulsivantes.

 


“Há muitas recaídas dentro desse universo de pacientes, mas temos também muito êxito no tratamento. Por isso é importante que a pessoa procure sempre um especialista na área”, finaliza.

 


- Onde procurar ajuda


Em médicos, psicólogos e CAPS, caso tenha no município que a pessoa reside. Há também os centros de Alcoólicos Anônimos (AA) de cada município.

Fonte: Por Christian Wentz, G1 Vilhena e Cone Sul

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