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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Alarme automotivo: como funciona?

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Enquanto a polícia se esforça para diminuir as ocorrências de furtos e roubos de carros, os números ainda assustam. Apenas na capital paulista até o mês de outubro 42.871 veículos haviam sido furtados e outros 41.394 roubados.

 

 

A instalação de um alarme no carro é um dos primeiros passos para quem comprou um novo automóvel. Seja por insegurança, medo de vandalismo, tranquilidade ou simplesmente para baixar o preço do seguro, tal equipamento é figurinha comum também na lista de opcionais de um carro 0km. Mas você sabe como ele funciona?

 

 

Os tipos de alarme

No total, são dois os tipos de alarmes mais comuns. Cada um oferece um tipo específico de proteção, então é bom ficar de olho.

 

 

- Perimétrico

“Esse é o tipo de alarme mais comum nos carros 0km”, afirma Fábio Nisti, diretor de inovação da PST Eletronics, que vende os alarmes da marca Pósitron. Segundo o executivo esse tipo de equipamento monitora apenas a abertura indevida das portas, ativando assim o alarme sonoro. “Mas é bom ficar atento, pois não é sempre que esse tipo de dispositivo acusa a abertura indevida do porta-malas ou capô do motor”. Quem já teve um estepe roubado de dentro do bagageiro vai reconhecer a importância em ter um alarme que dispare também na abertura da mala.

 

 

- Volumétrico

O alarme volumétrico utiliza um sensor ultrassônico que emite ondas sonoras dentro da cabine do carro para monitorar as movimentações por lá. Segundo a engenharia da General Motors do Brasil esse sensor conta com duas cápsulas, uma funcionando como “alto-falante” e outra como “microfone”. A primeira emite sinais que viajam pelo interior do veículo até encontrarem a segunda.

 

 

Quando o veículo está totalmente fechado o perfil da onda sonora que chega ao “microfone” é o padrão, bem definido e conhecido pelo módulo eletrônico que controla o sistema de alarme. Se uma ou mais janelas forem violadas, o perfil da onda sonora é alterado, o que indica ao módulo eletrônico a violação do veículo e a necessidade de se disparar o alarme sonoro.

 

 

- Sensor de movimento

Hoje, é comum o carro sair da fábrica equipado com acelerômetros, como o seu telefone celular. No veículo, originalmente se presta a auxiliar os equipamentos de segurança como o controle de estabilidade no sentido de captar os movimentos do carro, como inclinação, aceleração, etc.

 

 

Se integrado ao alarme, o acelerômetro pode disparar o equipamento caso o carro seja roubado utilizando-se um guincho ou reboque, mesmo que não haja abertura das portas ou violação dos vidros.

 

 

O acionamento do sistema

O tipo mais comum de acionamento de alarme atualmente é o feito pelo controle remoto, que gera ondas de rádio que são interpretadas pela central do sistema, armando-o. Porém, em tese, é possível identificar a frequência de onda emitida pelo controle replicá-la para enganar o alarme.

 

 

Porém, Nisti trata de tranquilizar os usuários: “hoje, todos os alarmes saem com um algoritmo especifico para cada equipamento que randomiza o sinal emitido, assim ele não será repetido e apenas o alarme ligado ao seu respectivo controle sabe qual será a próxima frequência utilizada”.

 

 

Travamento remoto não é alarme

Se você ficou feliz porque comprou um carro 0km que você pode abrir fechar por controle remoto, é melhor ficar atento. Só porque a chave dá essa possibilidade não significa que o veículo tenha algum tipo de alarme. Na hora de olhar a lista de equipamentos fique atento para diferenciar “travamento remoto de portas” e o alarme propriamente dito.

 

 

Original de fábrica ou instalado fora?

Pensou em comprar um carro 0km e pensa em instalar um alarme posteriormente? Fique atento. Ao se colocar o equipamento fora de uma oficina credenciada pela fabricante do veículo corre-se o risco de perder a garantia, no mínimo, da parte elétrica.

 

 

A engenharia da GM aponta também que outra vantagem do alarme original ou instalado na concessionária é que todo o seu desenvolvimento passou por controles de qualidade iguais ao restante do veículo. Verifica-se até mesmo a interferência dos sinais ultrassônicos (no caso do volumétrico) em relação aos demais equipamentos eletrônicos do carro, como o rádio, por exemplo. Além disso, um alarme original é feito de maneira a consumir o mínimo possível de energia, poupando assim a bateria.

 

 

Já Fábio Nisti, da Pósitron, faz um contraponto: “O alarme de fábrica é sempre instalado numa mesma posição, que foi homologada pela engenharia. Já o instalado depois pode ser alocado em diversas outras áreas de veículo, dificultando a desativação do sistema”.

 

 

E daqui para frente?

“A tendência para o futuro dos alarmes automotivos é uma interação cada vez maior com a central eletrônica”, afirma o diretor da PST Eletronics, “será possível até checar o estado do alarme pelo celular, sem precisar estar próximo ao carro”. Segundo Nisti, nos próximos anos o alarme poderá atuar também como um leitor, interpretando informações do carro. Ou seja, não seria mais necessário um computador específico para saber o que acontece com o veículo quando a luz da injeção acende no painel.

 

 

Outra tendência para o futuro está na simplificação da arquitetura eletrônica. “Isso nos dará mais trabalho no desenvolvimento dos módulos do alarme, mas com certeza irá facilitar a construção dos sistemas e até pode baratear o preço final”, finaliza Fábio Nisti.

Fonte: MSN.com

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